Na perspectiva da PGU – Psicologia Gestáltica da Unidade , a saúde mental não pode ser compreendida como um fato isolado, encerrado dentro do indivíduo como se fosse um acontecimento exclusivamente interno, privado e desconectado do mundo. Ao contrário, ela emerge e se organiza no campo vivo das relações, no espaço dinâmico onde o Eu encontra o Outro e, nesse encontro, ambos são continuamente afetados, modificados e convocados à responsabilidade mútua. É justamente nesse horizonte que o Self , compreendido como “o contato em ação” , assume papel central. O Self, na PGU, não é uma estrutura fixa, rígida ou substancial. Ele não é uma “coisa” localizada dentro da pessoa, tampouco uma identidade acabada. O Self é movimento, acontecimento, presença ativa no campo relacional. Ele se manifesta no ato de tocar e ser tocado pela experiência, no modo como uma pessoa entra em contato consigo, com o outro e com o mundo. Dizer que o Self é o contato em ação afirma que a saúde mental se re...
À luz da PGU – Psicologia Gestáltica da Unidade , o processo de Poncianar se estabelece como eixo dinâmico da saúde mental e relacional: não como um estado fixo, mas como um movimento contínuo entre polaridades que emergem no fenômeno vivido. É no “entre” — espaço relacional onde o eu e o outro se co-constituem — que conceitos como autoridade x autoritarismo, agressividade, temor x medo, liberdade x manipulação, egotismo e aceitar x ceder deixam de ser ideias e tornam-se atos existenciais . O Poncianar , portanto, não elimina tensões; ele as habita com consciência . No campo da autoridade, o sujeito saudável sustenta presença sem imposição. A autoridade, quando poncianada, é firmeza relacional que organiza o encontro; o autoritarismo, por sua vez, é sua degeneração — rompe o entre ao substituir o vínculo pela força. O autoritário não dialoga: ele ocupa. Já o sujeito que ponciana sustenta o espaço para que o outro exista, sem abdicar de si. A agressividade, nesse contexto, é c...