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NIVALDO MOSSATO
👋 Olá Nivaldo, tudo bem? Estava lendo seu blog e gostaria de conversar com você.

AS TRÊS DIMENSÕES DO OUTRO - o que há entre nós que ainda não sabemos?

AS TRÊS DIMENSÕES DO OUTRO O que há entre nós que ainda não sabemos? Passamos boa parte da nossa existência tentando definir quem somos, apegados à ideia de que somos quem somos independentes do outro e do mundo que nos cerca. Essa ideia egoísta, para não dizer egoísta, está pautada no conceito individualista – de exclusão do outro - e não de individuação – de tomar posse da própria existência . Na busca desenfreada pelo amor próprio, por conhecer a si mesmo, estamos nos esquecendo que o amor próprio não nasce da relação consigo mesmo, nasce da íntima relação com o Outro significativo que nos confirma como ser-existente diante dele.  O individualismo nos leva ao processo de olhar somente em uma direção – para dentro de nós mesmos – retendo, em nós, a falsa consciência de que nos tornamos quem somos gratos, e unicamente, ao esforço pessoal. Este pensamento unilateral não nos coloca frente a frente com a realidade existencial. Pelo contrário, leva-nos a caminhar ' de-enc...

COMPANHEIROS DE VIAGEM

COMPANHEIROS DE VIAGEM Companheiros de Viagem Há um ditado africano que gosto muito, porque reflete uma realidade humana extremamente verdadeira. Retrata o seguinte: "Se você quiser ir rápido, vá sozinho. Porém, se quiser ir longe, vá em grupo (acompanhado)" Os caminhos que trilhamos sozinhos nos trazem experiência, desenvolvem nossas habilidades e podem até nos colocar em destaque entre os demais, colocando-nos no topo do pódio da sociedade. No entanto, a velocidade com que caminhamos, e principalmente os atalhos que tomamos, nos impedem de saborear o caminho, de construí-lo melhor dentro de nós; o que favorece o surgimento dos vazios que carregamos, e, vazios sempre são 'ausências' de outros significativos que deixamos pelo caminho. Quem caminha sozinho construiu ego; quem caminha acompanhado constrói humanidades! Os caminhos que trilhamos em comunhão nos fazem fortes, nos humaniza e nos fazem pessoa. Os caminhos que percorremos juntos fazem da história do outr...

PSICOLOGIA GESTÁLTICA DA UNIDADE - A Autoridade e o Sentido de Pertença gerado no ato do fazer-se um

A Autoridade e o Sentido de Pertença gerado no ato do ‘fazer-se um’   Somos para o outro somente à medida que este nos autoriza ser perante ele. Quando falamos em autoridade, a primeira imagem que nos vem à mente é a de uma pessoa exercendo comando sobre outra pessoa, ou pior, impondo-se a ela. No entanto, a verdadeira autoridade, aquela que leva ao crescimento e amadurecimento sadio dos afetos e à emancipação do caráter não tem nada a ver com mandar e ser mandado. Tem a ver com respeito, admiração e sentido de pertença, de pertencimento, o que nos conduz a pensar a autoridade como uma conquista e não uma imposição. A verdadeira autoridade, aquela que gera mutualidade e sentido de pertença, tem suas raízes no ‘ fazer-se um’ com o outro, na capacidade de reconhecimento das diferenças e das necessidades do outro, o que abre as portas para que possamos exercer o ato de confirmação existencial deste ser como pessoa humana. Ao ser reconhecido em suas habilidades e potencialidades, em s...

A PSICOLOGIA GESTÁLTICA DA UNIDADE E O CONCEITO DE FAZER-SE UM EM CHIARA LUBICH

A Psicologia gestáltica da unidade – PGU [1] ,empresta o conceito de ‘fazer-se um’ descrito por , Chiara Lubich [2] , Doutora Honoris Causa em Psicologia pela Universidade de Malta, 1999, e condecorada com outros quinze títulos Honoris Causa em diversos campos das Ciências Humanas, Prêmio Unesco de Educação para a Paz, 1996, e Ordem do Cruzeiro do Sul, 2012, para descrever a constituição da subjetividade humana, seus paradoxos de crescimento e atualização do Self, através do genuíno encontro intersubjetivo. Para a PGU, somente ao ‘fazer-se um’ com o Outro significativo se abre a possibilidade de transpor a imanência do Ser em direção a sua transcendência, onde o divino da relação possa abrir caminhos para a incorporação, no ‘Eu’, dos frutos doados pelo encontro. Para a PGU, portanto, o ‘Eu’ nada mais é que ‘sintoma/consciência’ de todos os ‘Tus’ que o antecedeu e com os quais de alguma forma contatou. O homem, antes de significar, é significado pelo outro. Antes de ser ator da própr...

A ADULTIZAÇÃO DA CRIANÇA E A INFANTILIZAÇÃO DO ADULTO

  Muito se tem falado sobre o processo de adultização ou adultificação das nossas crianças e adolescentes em contraste com a infantilização dos adultos que, por tutela e responsabilidade (responsabilidade?), deveriam ser seus esteios e consciência. Pelo menos, deveriam ser. A PGU – Psicologia Gestáltica da Unidade compreende tal processo como uma terceirização, por parte dos pais, da formação do caráter e da personalidade da criança, onde a Função Paterna que regra a formação e delimitação das Fronteiras de Ego não cumpre seu papel devido a não encontrar, nos pais, ainda imaturos afetivamente, o regramento e a constância necessária para tal exercício.   Dito de outra forma, compreende-se que o processo de adultização, embora tenha múltiplos vieses de interpretação, se inicia quando abrimos mão da educação familiar terceirizando nossos filhos precocemente para creches e escolas sem que estas estejam devidamente preparadas para absorver a demanda do processo de desenvolvimento p...